Google acusa: 'Facebook deixa dados dos usuários num beco sem saída'
Google encosta o Facebook na parede: pra pegar os dados dos meus usuários, deixa pegar os teus
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê”
escreveu Arthur (nome do meu filho) Schopenhauer em algum momento do século 19.
200 anos antes da internet sacudir os pilares do monopólio da imprensa, o filósofo do pessimismo - aquele a quem Nietzsche chamava de 'O Educador' - já desconstruía o papel preponderante do furo jornalístico e delineava a função do curador de conteúdo.
Marcas jornalísticas se erguem e se mantêm acima do ruído e do esgoto da internet (palavras do presidente do Google) muito através do furo. Mas nem a audiência nem a fidelidade são construídas em cima da informação absolutamente exclusiva.
Você é aquilo que repetidamente faz. A excelência não é um ato, mas um hábito (já dizia outro filósofo). E ninguém dá furo todo dia. Mas também não pode tomar todo dia. Não há peneira que pare em pé.
Na métrica, furo é unique visitor com alguma taxa de rejeição. Já a perene curva ascendente de audiência é resultado de serviço com foco no querido leitor somado a retrato em tempo real do que acontece ao redor da aldeia. (Quando alcançar o leitor não depende mais de rotativa e frota de caminhão, é preciso saber métricas e SEO).
Impérios como o da ESPN - the worldwide leader in Sports - são erguidos em cima da análise do comentário sobre o furo revelado por outra emissora ou jornal. A maior audiência de notícia na web americana não pertence a grupo tradicional de mídia. É do Yahoo, que de exclusivo tem um ou outro bom blogueiro.
Nem mesmo a revista mais valiosa do mundo - a the The Economist, que vê sua circulação crescer enquanto cobra o triplo das claudicantes similares americanas - dá furo . É um conjunto coeso de opiniões - essa coisa que blogueiro também tem e que manuais de redação do Twitter lutam para amordaçar.
Quem sabe serão imortalizados com o Esso, mas eu não sei quem trouxe à luz do sol os atos secretos. (Muito menos sabe o leitor médio).
Na web, quantos retuitadores malucos sabem quem inventou o #zemayerfacts? E o Yes We Créu? Mas milhões de leitores sabem quem antecipou a morte do Michael Jackson. O mesmo site fofoqueiro que divulgou áudio de Obama chamando outro negão de idiota. (E pensar que uma TV abriu mão do furo e preferiu censurar o Twitter).
A censura rejuvenece a relevância e a marca do Estadão. Mas tão rápido quanto alguém digita 140 caracteres, todo e qualquer conteúdo original é digerido e reapropriado. (Seis meses depois, o referido Estadão entendeu que Maria Rita Kehl tinha cumprido um ciclo).
Por isso, vale mais a organização elegante. Vale mais agregar conteúdo e ter seu conteúdo agregado internet afora.
Precisa cair o tabu da concorrência. Vale mais abraçar o furo relevante do outro do que nutrir a própria campanha que só interessa ao aquário da redação. E o paywall não poder sequer ser erguido.
Copyleft da imagem: Tainá Ribeiro
Copyleft da citação do pessimista: Facebook da Mariana Moura e Henry Jenkins
PS: esse post foi escrito em 08/10/2009 e deletado por engano 1 dia antes de comopletar um ano, em 07/10/2010. Foi republicado dois minutos depois a partir da sua cópia no cache de São Google. (Tinha 2470 views e tenho certeza que cada um era um leitor bacana). Na mesma ocasião, foi acrescentado o adendo sobre o ciclo cumprido pela Maria Rita Kehl.
PauloAndre03 @TiagoLeifert por favor, ache o lance do @WilliamCapita catando cavaco aos 40 min do segundo tempo... Elenco corintiano agradece... Kkkkk
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mlkdentinho Meus parabéns ao nosso capitão, o parceiro @WilliamCapita. Minha homenagem a ele http://bit.ly/aVlWv7 kkkkkkkk
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Google e o Twitter entraram numa corte de apelação americana contra três dos maiores bancos de investimento americanos. Em abril, uma juíza de Nova York sentenciou: o site especializado em informações financeiras theflyonthewall.com não pode divulgar relatórios financeiros produzidos pelos bancos Merrill Lynch, Barclays e Morgan Stanley antes das 10h - ou uma hora após a abertura do pregão da bola de Nova York. Se as recomendações dos pesos-pesados de Wall Street forem feitas durante o pregão, o embargo dura duas horas.
Na excelente palestra que fez no #Sijol (I Seminário Internacional de Jornalismo da Fundação Knight), o espanhol Alberto Cairo, diretor executivo de Arte da Editora Globo, fez a seguinte afirmação: 'Gráficos em base de dados se eximem da edição, que é o trabalho do jornalista' (segundo a transcrição no Twitter do professor @trasel)
Sou fã da Kingolabs. Uso o encurtador Migre.me na minha conta pessoal e nas contas de Twitter que administro e já administrei.